Gop Tun faz da pista um percurso

Na abertura do Gop Tun Festival, o coletivo mostra como sustenta a pista: mistura, tempo e construção, sem pressa de resposta.

A Gop Tun não acelera a pista para te ganhar rápido. Se você fica ou não, faz parte do jogo. Em São Paulo, onde tudo disputa atenção ao mesmo tempo, isso pesa. A pista vira menos sobre escapar da cidade e mais sobre conseguir permanecer dentro dela de outro jeito. O line-up acompanha essa lógica. Em vez de responder ao que já funciona, eles combinam coisas que não são óbvias juntas e deixam o tempo fazer o resto. Nem todo set entrega rápido. E nem deveria. Aqui, pista não é impacto. É sequência. Tem começo, tem mudança, às vezes mais de uma. Quem entra esperando validação imediata costuma sair antes de perceber. Essa entrevista abre a série do deepbeep no Gop Tun Festival, que acontece nos dias 11 e 12 de abril, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. Ao longo da semana, a ideia é ouvir artistas do line-up para entender como cada um sustenta a pista do próprio jeito. A conversa vem acompanhada de uma playlist com artistas do line-up, um recorte que ajuda a entrar nesse universo sem depender só do momento ao vivo. A Gop Tun começa pelo ponto mais simples e mais difícil. Fazer a pista andar sem depender de resposta fácil. Cada conversa acompanha um guia direto de como atravessar a pista sem desperdiçar a noite.

Lísias Paiva, sócio-fundador

COMO NÃO DESPERDIÇAR A PISTA

▶︎ COORDENADAS
Quando e Onde: Sábado, 11/4 às 17h na Danceteria: TYV b2b Nascii. Domingo, 12/4 às 17h na Danceteria: Caio T b2b Gui Scott.

▶︎ PRESTE ATENÇÃO
Chegar cedo não é disciplina. É estratégia. Aqui, o set não aparece pronto. Ele se constrói.
★ Se você entra no meio do set, já perdeu parte do caminho.
Ficar pouco também não resolve. Tem set que precisa de tempo para fazer sentido. Os melhores quase nunca se entregam de primeira.
Ir ao bar na hora errada custa caro. Tem virada que não volta e você só percebe quando já perdeu.
Celular não é pausa. É reset. Cada vez que você olha, você sai da pista sem sair do lugar.
E nem todo set vem para te ganhar. Alguns vêm para ver se você aguenta ficar.

A Gop Tun sempre teve uma relação muito clara com São Paulo. O que a cidade devolve hoje quando vocês pensam uma pista?
São Paulo é intensa, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. A pista vem dessa mistura. Hoje ela funciona como um respiro, um lugar para desligar sem precisar sair da cidade.

Em que momento a pista deixa de ser só música e vira ambiente?
Quando você entra, já sente que está em outro lugar. Luz, cenografia, arquitetura, espaço, pessoas. Tudo isso constrói um clima que vai além da música.

Como vocês evitam que a pista vire só resposta imediata?
Pensamos o line-up como uma construção, do começo ao fim. Não é só juntar nomes. É entender o que faz sentido em cada momento do dia e da noite. As sonoridades entram para sustentar esse caminho.

O que vocês desaprenderam sobre pista?
A pista sempre foi o centro de tudo para a gente. A gente sai para dançar sempre que pode, gosta de estar no meio, sentindo de perto. É dali que vem o nosso termômetro. Esperamos nunca perder isso.

O que ainda faz vocês saírem de casa para ouvir música?
Prestigiar amigos, ver artistas que admiramos e conhecer novas sonoridades ao vivo.

Quando vocês tocam juntos, tem regra?
Depende da situação, mas, no geral, não. Já tocamos juntos há bastante tempo, então existe confiança. Cada um tem sua identidade, e isso se encaixa naturalmente.

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